Resenhas da Comunidade

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Claudio
23 Abr 2026
4,2
Ainda conhecendo...
Estou na página 196 de O Nome do Vento e, até aqui, a sensação que tenho é de estar acompanhando uma história que se move como uma conversa ao redor de uma fogueira. Às vezes estou com Kvothe no presente, escondido como um estalajadeiro qualquer; outras vezes mergulho nas lembranças dele, e dentro dessas lembranças ainda surgem outras histórias contadas por outras pessoas. É como se o livro inteiro fosse feito de camadas de narradores, cada um puxando um fio diferente.

O ritmo é bem tranquilo, quase contemplativo. Não é aquele tipo de fantasia que já começa com explosões, monstros e poderes. Pelo contrário: Rothfuss parece mais interessado em mostrar quem Kvothe é, de onde ele veio, o que ele perdeu e como ele pensa. E, mesmo sem grandes cenas de ação até agora, dá pra sentir que ele tem algo especial — seja na música, na inteligência ou na magia que está começando a aprender.

Confesso que fico esperando o momento em que ele vai realmente despertar como esse personagem lendário que todo mundo comenta no presente da história. Quero ver ele ganhando habilidades, encarando perigos e indo atrás da vingança que sabemos que existe. Mas, por enquanto, o livro está mais focado em construir o caminho até isso, mostrando cada pedaço da vida dele com bastante detalhe.

Mesmo assim, a leitura prende. A escrita é bonita, o mundo é interessante e a forma como a história é contada faz parecer que estou ouvindo alguém muito talentoso narrar a própria vida — com pausas, desvios, lembranças e até um pouco de drama. Até aqui, estou curtindo acompanhar essa construção lenta do Kvothe, mesmo sabendo que o “herói poderoso” ainda está longe de aparecer.
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